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A gestação é um período de intensas transformações físicas e emocionais, que exige acompanhamento atento, escuta individualizada e cuidado baseado em evidências. O pré-natal permite acompanhar a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê, orientar exames, prevenir complicações e oferecer mais segurança em cada etapa da gravidez.

gestação de risco habitual, também chamada de baixo risco, ocorre quando a gestante é saudável, não apresenta doenças crônicas ou complicações identificadas, e o bebê se desenvolve dentro do esperado. Mesmo nesses casos, o acompanhamento pré-natal é essencial para monitorar a evolução da gravidez e orientar a gestante ao longo do processo.

Já a gestação de alto risco exige acompanhamento especializado, atenção contínua e cuidado individualizado. Nesses casos, podem ser necessárias consultas mais frequentes, exames complementares e monitoramento mais rigoroso, com o objetivo de identificar precocemente possíveis alterações, orientar condutas seguras e oferecer maior suporte à mãe e ao bebê.

É importante lembrar que a classificação de risco pode mudar ao longo da gravidez. Por isso, cada gestação deve ser avaliada de forma individualizada.

Situações que podem indicar necessidade de pré-natal especializado:

Doenças pré-existentes da gestante
Hipertensão crônica, diabetes mellitus, cardiopatias, doenças da tireoide, doenças autoimunes, trombofilias hereditárias e síndrome do anticorpo antifosfolípide, conhecida como SAF.

Condições desenvolvidas durante a gestação
Diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, placenta prévia, alterações do líquido amniótico, sangramentos, alterações da tireoide e outras intercorrências identificadas ao longo do pré-natal.

Fatores fetais e placentários
Restrição de crescimento fetal, suspeita de malformações congênitas, alterações no desenvolvimento do bebê, incompatibilidade sanguínea, aloimunização Rh e risco de doença hemolítica perinatal.

Características e histórico da gestante
Idade materna acima de 35 anos, gestação na adolescência, obesidade, baixo peso ou alterações nutricionais, histórico de abortos de repetição, perdas gestacionais anteriores, parto prematuro prévio e uso de substâncias prejudiciais à gestação.

Gestações múltiplas
Gestações gemelares ou de múltiplos, que exigem acompanhamento mais próximo devido ao maior risco de intercorrências maternas e fetais.

Humanização do parto

A humanização do parto é uma forma de cuidado que coloca a gestante e o bebê no centro da assistência, respeitando suas necessidades, escolhas e individualidade. Com base em evidências científicas e priorizando a segurança de ambos, esse acompanhamento valoriza o protagonismo da mulher e busca tornar o nascimento uma experiência mais respeitosa, segura e acolhedora, evitando intervenções médicas desnecessárias.